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Dos 45 anos de existência da empresa no Brasil  e 100 anos mundialmente, ele participou de 30 anos. Mas não foi uma passagem qualquer. Sr. Yoshio Sudo, hoje com 85 anos, foi o responsável por convencer os japoneses a trazer a NSK para o Brasil. Mas como toda essa história começou?

O jovem japonês, até então com 20 anos e caçula de três irmãos, tinha a oportunidade de trabalhar na empresa da família, mas sabia que naquela época ainda teria de esperar pela passagem dos outros dois irmãos no negócio familiar. E ele já queria aprender mais, alçar novos voos, novos horizontes e desbravar terras além do Japão pós-Guerra. “Eu tinha muito interesse em fazer negócios fora do Japão, eu queria sair do Japão”, conta.  Foi esta a vontade – e algumas oportunidades no meio do caminho - que o levou a uma viagem para o outro lado do mundo: do Japão para o Brasil.

Yoshio Sudo trabalhava na área comercial de uma empresa japonesa em 1950 e, após o término da Segunda Guerra Mundial,  a companhia queria voltar a fazer negócios com o Brasil. Nesta época, ele se interessou por esta oportunidade e se candidatou à vaga. Começou, assim, a trabalhar com exportação e importação.

No meio deste caminho, a NSK Japão se interessou em exportar rolamentos, mas até então não havia alguém no Brasil que pudesse fazer este tipo de trabalho e eles queriam uma pessoa totalmente dedicada. Sr. Sudo foi indicado.  Mais uma oportunidade na vida dele, que conversou com seus chefes e estes deram carta branca para começar os trabalhos de exportação dos rolamentos para o Brasil.  Como bom japonês dedicado que é, Sr. Sudo foi aprender o que era um rolamento, os tipos existentes, onde eram usados e “trabalhar, trabalhar e trabalhar”, como ele mesmo frisou nessa entrevista concedida especialmente para esta edição do NSK News.

Chegou ao Brasil em 1955 no auge dos seus quase 25 anos. “Vim para cá praticamente sem falar português. Quando eu estava no Japão comprei um livro chamado “Quatro semanas para falar português”. Eu pegava os livros e estudava a noite, e assim fui aprendendo algumas palavras em português para poder me comunicar com as pessoas aqui. Eu tinha de saber falar português para poder negociar.”

Uma semana depois começou a procurar lojas que vendiam rolamentos. E foi desta maneira, indo de porta em porta, durante três anos, que o sr. Sudo montou a sua clientela. Dois anos depois abriu uma loja de rolamentos e um escritório. Vendia rolamentos e importava os da NSK e já sabia que existia a perspectiva, nesses cinco anos em que ele estava no Brasil, de a NSK vir para cá. Passaram-se os cinco anos, mas os japoneses comentaram que ainda não era o momento de se abrir uma fábrica da NSK no Brasil: o consumo ainda não justificava tal investimento.

Mas sr. Sudo não desistiu. Neste tempo todo, fazia pesquisas de mercado e enviava para o Japão. As vendas prosperaram dia a dia e, finalmente, os japoneses se convenceram que esta era a hora.  Enviaram uma pessoa do Japão para ajudar nas pesquisas e o montante vendido justificou a abertura de uma filial, em 1965. Cinco anos depois deu-se o start para a construção da fábrica. Da decisão dos japoneses à vinda do sr. Sudo ao Brasil até a chegada das máquinas e o inicio da produção foram dez anos de muito trabalho.

E assim surgiu a NSK no Brasil. De muito trabalho, batendo de porta em porta, conhecendo os compradores, aumentando as vendas e as exportações. E de muita dedicação de um jovem sonhador japonês que queria desbravar outros horizontes. Ele conseguiu! (por Cristiane Pinheiro)

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